quarta-feira, 7 de junho de 2017

Reformas no Site sobre a emissora Positivo




Olá pessoa, estou de volta! E sobre novidades da Positivo. Fundada em 1975, com quase 40 anos de existência, neste ano falarei sobre a sua história ao longo das décadas e postarei os guias de programação de diversos anos. 

A estreia da emissora foi em março de 1975, e já está com 42 anos de idade. Sua programação é marcada pelas telenovelas, jornalismo, programas femininos, blocos de desenhos animados, bloco de seriados, programas de auditório, programas infantis, bloco rural, blocos da Europa, Ásia, América Latina, América Central, América do Norte, África, Oceania e Pólos Norte e Sul. Blocos de filmes, de compras, documentários, educativo, esportes, música, video-game, literatura, religião e astrologia.

Isto faz da emissora, uma das melhores para se assistir.


quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

.... O Respeito aos Desenhos Animados

Olha só, estamos com mais uma entrevista, e o entrevistado é o Danton. Olá Danton.

Olá.

Me explique porque você gosta tanto de desenhos animados?

Eu gosto, porque é uma forma de arte muito bonita, muito inspiradora, cheia de muitas, mas muitas histórias e coisas digamos que épicas, pelo menos pra mim, eu enxergo desenho dessa forma. 

Como começou essa paixão?

Começou acho que quando criança mesmo, acho não, tenho certeza, é muito legal isso. Acho que em 98,99 assistia desenho, não me lembro quais mesmo, acho que Teletubbies, Bananas de Pijamas e tal. Não sei se assistia Tom & Jerry ou poderia compreender Tom & Jerry, porque é um desenho de muita violência, é isso mesmo, e tem mensagens muito difíceis claro de ser compreendido por uma criança, exatamente isso. Mas tenho uma foto do final dos anos 90, 99 eu acho, que tinha um gato eu acho, com as bochechas cheias de pêlo, e lembrei do Frajola, do Tom, e aqueles gatos da MGM Cartoons. 

É mesmo, acho que você foi pioneiro nisso, né? Porque muita gente assiste ou vê desenhos com traços parecidos.

É e eu me achava, eu me acho, eu tenho umas atitudes parecidas com a do Tom e a do Frajola, Sylvester, que é um gato mau, mas é bonzinho, mas faz umas atitudes que deixam as pessoas um pouco chocadas, e eu sou isso mesmo. E realmente, acho que talvez fui uma das primeiras pessoas, minha família gosta muito de desenhos antigos, isso influenciou claro, realmente, e eu deixei um pouco de lado as animações atuais, e levei a minha vida assim na época dos anos 40,50,30 e 80 e 90. Nunca os anos 2010, talvez porque eu acho que essa década é uma década retrô. E sinceramente fico muito satisfeito por ser uma das primeiras pessoas a mostrar, gente, Tom & Jerry é violento, mas é legal. Isso é um choque, mas é a verdade.

Mas, assim, você assistiu Tom & Jerry mesmo em 1999?

Não sei, eu acho que pra mim, 1999 foi igual ao final de 2010 e início de 2011, muito frio, eh, vontade imensa de estar nas paradas musicais oitentistas, que infelizmente, indisponível. Ou ser estrela de uma novela, ou de um filme. E eu assisti muitos desenhos clássicos em 2010 e 2011, e naqueles anos, ficou aquela sensação de que nossa, peraí, eu vi isso em 98, eu vi isso em 99. Eu vivia pensando e dizendo isso, mas realmente não sei se era verdade. Mas tem foto. Foto de que eu provavelmente...

Uma pista! Né? Uma pista

Uma pista, exatamente. 

E no início dos 2000s?

Naqueles anos eu via, muito filme pra adultos mesmo, tipo Jurassic Park, Power Rangers, O Senhor dos Anéis, eh, quer mais, deixo ver, filme de Bruxa, Branca de Neve, assim, e eu vejo, aliás, desde 2009, eu me lembro, e fico pensando, meu deus, como eu assistia aquelas coisas naquela época, eu nem se quer, tinha 8 anos. Eu via muito filme de difícil compreensão realmente. Aí eu vejo os outros, nossa, você vê filme de Harry Potter, viu todas as sagas de vários outros, olha, você é eu ontem ok! Falou. E isso é bem louco, você vê uma pessoa, e lá vem aquilo na sua cabeça, você sou eu em outro corpo em 2004, olha, isso é muito louco, muito louco mesmo.

Você se sentia mais, digamos que, eu devo imaginar, mais assediado?

Naquela época, eu não sabia o que significava ser assediado, mas assim, eu enxergava, sim enxergava, como fama mesmo, como estrela e tal, e eu já fiz umas coisas, eu cortei o cabelo, odeio cortar o cabelo, sinceramente, uma das piores coisas que eu já fiz na vida foi quebrar o braço e cortar o cabelo, detestável, não gosto mesmo. Mas fiz, porque assim as pessoas me largariam mais, me deixariam em paz, e é isso mesmo.

E fazia frio?

Sentia frio, mas nem isso fez eu mudar minha opinião em relação a corte de cabelo. Assim entre 2001 e 2004, aonde eu ia, todos iam, o que eu dizia, todos concordavam, é, o que eu vestia, todos queriam vestir. Gostávamos de música, brinquedos, cultura, TV, me lembro até hoje, todo mundo falando do 11 de setembro! É sério, 11 de setembro, gente, 4 anos, todo mundo com 4 ou 5 anos de idade, e falando de 11 de setembro. Aí eu pensava, são meus irmãos gêmeos, tem um pensamento maduro em relação a cultura e TV igual eu. Me lembrei, agora, cara era muito bom.

Quando você viu Tom & Jerry pela primeira vez?

Eu vi o filme de 1992 em 2003, numa tarde de muita chuva, céu épico. E vi aquela garotinha e vi o quanto me emocionei, eu chorei, foi um filme muito emocionante. Nunca chorei tanto por um filme, quanto por esse. Eu sentia pena da garotinha, do Tom e do Jerry. Eu assisti umas mais algumas vezes, em 2004, 2006,2007. Mas nunca mais como em 2003. Nunca chorei tanto na vida quanto naquela tarde de 2003. Eu chorei muito nessa vida, você tem idéia do que é ter 14,15,12,13 anos chorando? Não é fácil. Acredita que em 2010 eu peguei uma faca e tentei me matar, isso mesmo. Eu sou mal, mas muito mal mesmo, vocês não tem idéia, eu não sei como controlar isso, quer dizer, exagerei, eu me vesti de mal, sendo que eu tava na companhia de amigos incríveis, é como diz aquela música, "Amigos para Sempre". Ser adolescente e ter depressão é uma dor terrível, eu tive que me largar da inteligência, coisa que amo, mas chegou o final de 2012 e 2013 inteiro, posso fazer tudo o que quiser, e conseguirei. Sou muito forte, digo isso com toda certeza, como diz uma pessoa especial, sempre me supero, que nem os gênios da antiguidade hehehe. Ser inteligente, mas de uma outra forma, especial, e sou muito esperto. Descobri que o mundo não é essa maravilha que é, tem muita mesquinharia, e detesto mesquinharia. Por mais que nos anos 80, eu seria sim, mesquinho, a vontade de ser um astro é enorme.

Você tem vontade de ser modelo?

Não. Não tenho pique pra isso. Apesar de que eu tenho um corpo legal, minha vocação eu já achei, o destino tá trilhando para que a certeza chegue.

Esse foi o filme. E os curtas clássicos?


Eu tenho a leve impressão de já ter visto em 2004 também. Mas realmente de verdade, vi em 2007. Vi todos os curtas possíveis em 2007/2008, todos mesmo. Realmente de verdade.Todos. Me especializei nos curtas do desenho, soube de toda a história, e foi muito louco, mesmo. 


domingo, 4 de dezembro de 2016

Crítica - Trailer do Filme do Pica-pau



Olá! Eu vi o trailer do primeiro filme do Pica-pau da história do universo e realmente foi bem agradável. A primeira impressão que me passou foi uma coisa rápida e ágil, sem muita enrolação, como acontece em muitos trailers de filmes atualmente. 

O filme é em live-action, é uma coisa diferente, então é esperado aquele gosto de quero mais. Muitos personagens screwball (malucos), aqueles clássicos da década de 40,30,50 como Pernalonga, Patolino já estrelaram filmes live-action. Agora em 2016, em comemoração aos 75 anos do desenho, ou 77 anos melhor dizendo, afinal de 1940 para 2017 são 77 anos, teremos um live-action movie do Woody Woodpecker.

As notícias a respeito do filme são um mistério, e ficamos naquela vontade de que o filme seja lançado o mais rápido possível.

O trailer é muito curto, nada menos que 40 segundos aproximadamente. 

2017 não será um ano fácil novamente pra quem quer ficar no top 5 de maiores bilheterias, e não há expectativas muito altas pro filme do pássaro atingir 1 bilhão. Queria muito que isso acontecesse, e se acontecer, eu vibro e muito. Mas o desenho é um artefato clássico, e digamos que é equivalente ao Tom & Jerry da MGM e aos Looney Tunes da Warner Bros. O bom do lançamento do filme é quem sabe, o pássaro volte a ser reconhecido como merece, e ele ganhe até mais lançamentos dedicados aos clássicos por DVDs e outros artigos. Eu torço muito pra que isso aconteça. Até porque o mesmo aconteceu com Tom & Jerry, Popeye, Mickey e outros.

Não deixo de falar do visual do pássaro que lembra esses dois visuais:





Só que com olhos verdes, mas certamente os traços foram inspirados na era 1955-1957 e 1944-1945.


domingo, 20 de novembro de 2016

Pica-pau - Get Lost (1956)

Get Lost

Lançado nos teatros em 12 de março de 1956, Get Lost (Os Perdidinhos) é um curta-metragem do Pica-pau do diretor Paul J. Smith e ficou marcado pela primeira aparição de Toquinho e Lasquita (Splinter e Knothead), sobrinhos do Pica-pau.

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Como todo episódio de um desenho clássico, piadas e comédia não poderiam faltar. E este episódio é engraçado.



Pica-pau está contando a história de João e Maria para seus sobrinhos, mas eles decidem sair pela floresta e imitar os personagens da história, mas acabam entrando numa fria. A dupla vira isca de um gato faminto, que faz de tudo para jantar as crianças. E já é de se esperar, muitas piadas, gags pra nos divertimos.



Aqui, o Pica-pau é mero figurante, e o destaque se dá aos pequenos pica-paus. Aliás, na era clássica do desenho, esse foi o episódio em que eles mais se destacaram. Somente no Novo Pica-pau (1999) eles tiveram um destaque maior em vários episódios.




As gags visuais aqui são o destaque. Como quando o gato faz uma casa de gengibre, e quando ele envia os feijões saltadores para eles engolirem, e eles andam saltando. Há a piada do biscoito dinamite, que é excelente.


sábado, 19 de novembro de 2016

Abou Ben Boogie (1944) - Walter Lantz Cartoons


Abou Ben Boogie

Abou Ben Boogie é um "Swing Symphony" lançado em 1944. Ele se difere dos outros do gênero, mas claro, ainda é musical. Mas desta vez se passa nas noites da Arábias. É um dos curtas mais marcantes, bonitos e requintados que o estúdio já produziu. O curta é polêmico e adulto, com várias piadas sexuais. Um dos mais ousados que já vi.


O grande destaque deste curta são os fundos simples e elegantes de Philip De Guard. Aliás, em 1944 o Philip De Guard se destacou como artista de fundo, e mais tarde em 1946 foi para a Warner Bros onde fez trabalhos memoráveis como "The Big Snooze" do Pernalonga em 1946, e vários outros também na década de 1950. De Guard também fez trabalhos memoráveis no estúdio do Walter Lantz, como no curta "O Tocador de Trombone".




O agudo sentido do diretor Shamus Culhane de design, corte, tempo e caracterização no estúdio Lantz deu a sua produção um grande passo em termos de qualidade, muito à frente do que Alex Lovy e o próprio Walter alcançaram quando eles dirigiram anteriormente. As Sinfonias Balançadas - um pastiche mais contemporâneo da Disney Silly Symphonies - era a chance de Culhane para dar o seu tudo, apresentando um estilo enérgico rápido para o produto Lantz.


Embora considerasse a música para ser "lixo", Culhane estava preparado para receber um estudo sobre o jazz do compositor musical de Lantz, o esquecido Darrell Calker. Como Betty Boop e tela de músicas de Fleischer, as Sinfonias Balançadas muitas vezes apresentava artistas de jazz populares, como o trombonista Jack Teagarden (The Pied Piper of Basin Street ) e pianista Bob Zurke ( Jungle Jive ) quem Calker conhecia pessoalmente.
Animadores Grim Natwick, Les Kline, Verne Harding, Paul Smith, Don Williams, Emery Hawkins e Pat Matthews, entre outros que não participaram nestes desenhos animados, faziam parte apenas da unidade de artistas. Outros estúdios da Costa Oeste teve várias unidades, uma vez que tinha mais do que um ou dois diretores. Dick Lundy se tornou um diretor mais tarde, começando com a última Symphony Swing, Sliphorn King of Polaroo(também com Jack Teagarden). Todos os animadores Lantz mencionou recebeu crédito por seu trabalho, ainda que em um sistema de crédito rotativo, de modo que não existem quaisquer animadores "desconhecidos" nestes desenhos animados.

De Culhane Abou Ben Boogie é um sucessor para o seu anterior balanço Oriente Médio Symphony The Greatest Man in Siam . Ambos eram claramente derivado do colossal MGM de Tex Avery atingiu Red Hot Riding Hood . Genuina animação "sexy gal" é muito longe, mas é bom para testemunhar Natwick e Matthews "domínio do movimento feminino natural, sem a ajuda de rotoscope ou referência live-action para" Senhorita X "(cuja voz foi fornecida por rádio / cantora de boate Patricia Kay). O momento da 'garçom e Matthews' Don Williams ballet camelo jazzy também são brilhantes em sua execução.




Alguns trechos a respeito de mais detalhes sobre o curta, foram retirados do site Cartoonresearch.

https://vimeo.com/137510850 - Aqui o link para ver o episódio.



Andy Panda - The Painter and the Pointer (1944)

The Painter and the Pointer

Lançado em 18 de Dezembro de 1944, protagonizado pelo Andy Panda. Andy Panda é o pintor e seu cão Butch é o ponteiro e Andy está tentando pintar um retrato de Butch fazendo o que um cão caçador de pássaro faz... parado e apontando para um grupo de aves. Mas Butch não consegue ficar parado. A solução de Andy é fraudar uma arma para disparar se Butch mover um músculo. Butch resiste as todas as tentações de ele se mover, mas um par de aranhas (sim, aranhas!) saem da sua teia para jantar o cão. E acontece muita confusão.



O curta é bem violento, eu tenho pena do cão que infelizmente passa por uma boa confusão e quase leva um tiro por acidente no final. Imagina você prestes a morrer, e virar comida de uma dupla de pragas, realmente é bem pesado. Este foi um dos curtas mais violentos da fase anos 40 dos estúdios Lantz. A trilha dá o tom imponente as cenas.
 

Uma curiosidade: Há alguns anos atrás, por volta de 2007/2008 quando vi este curta pela primeira vez, fiquei surpreso pelo Andy Panda estar de um visual diferente, pesquisei e descobri que este panda é o primo do Andy Panda. Até hoje, não sei dizer se esse é o verdadeiro Andy Panda ou o primo dele. Não há dados históricos ou comprovados do porque o visual do Andy Panda ter sido mudado neste episódio.



A dublagem brasileira é sensacional. Da BKS, estúdio de dublagem responsável por dublar praticamente a década de 1940 inteira.



O curta daria um boa história nos quadrinhos. Aliás, nos anos 40 o Andy Panda era muito presente nos gibis do Walter Lantz.

Há uma certa semelhança na relação entre Andy Panda e Butch e Mickey e Pluto da Disney, talvez seja uma referência dada por Dick Lundy? Andy Panda seria o Mickey, papel claramente inspirado visto em seus episódios desde 1942 e Butch seria o Pluto, o cobaia e o alvo de seres minúsculos.

Matt Groening, criador dos Simpsons mencionou este desenho animado  em uma lista de "coisas que me assustaram quando criança".

Muitos especialistas em animação clássica disseram que essa versão do Andy não deu certo e no ano seguinte, 1945, o panda ficou mais simpático em Corvo Maluco.

O Sofisticado Pica-pau da Era 1944-1949

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Olá universo! Estou aqui para falar sobre a minha fase do desenho Pica-pau favorita, a era 1944-1949. Esta fase se destaca pela quantidade de curtas elegantes e luxuosos, verdadeiras obras-primas da animação clássica. Nesta época, não havia ainda a quantidade de curtas por ano que havia no final dos anos 50 e início dos 60, quando estava no auge e era exibido na televisão americana. Deve ser pelo fato de que havia um cuidado muito maior em relação ao conjunto da obra do desenho.

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No ano de 1944, somente três curtas do Pica-pau foram lançados. Em 1945, quatro. E em 1947, seis. Mas era assim mesmo, que era naquela época. O total de curtas lançados nesta era é de 23.
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A equipe de animadores, de direção, mudou. E isso se deu meio que com a mudança radical do visual do Pica-pau em O Barbeiro de Sevilha, onde ele ficou mais magro, com menos pelugem e mais comportado, se for comparar com o Pica-pau Biruta de 1940-1943.

Shamus Culhame, diretor que ingressou nos estúdios Lantz em meados de 1943, aproveitou a mudança no design do Pica-pau para dar um tom mais sofisticado, um belo trabalho em que se dar o prazer de olhar, bem como até engraçado.


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O seu toque ficou assim até 1946, quando a direção foi assumida por Dick Lundy, um dos criadores do Pato Donald, onde ele deu histórias onde o Pica-pau e o Donald podiam assumir tranquilamente. Isso entre 1947 e 1949.